A batalha do Brasil contra os incêndios florestais no Pantanal
A batalha do Brasil contra os incêndios florestais no Pantanal

Marina Silva, Ministra do Meio Ambiente do Brasil, compartilhou recentemente atualizações sobre o combate aos incêndios florestais no Pantanal.

A equipe apagou 30 de 54 incêndios, mas 24 labaredas ainda queimam. Os esforços se concentram nesses incêndios, com três apenas começando.

Silva lidera uma equipe robusta dos governos federal e do estado de Mato Grosso. Eles mobilizaram 830 trabalhadores, 15 aeronaves e 15 barcos, estabelecendo bases em Corumbá, Poconé e Porto Conceição.

Essas equipes voaram 395 horas, alcançando áreas remotas. Além disso, 20 ataques localizaram as origens do fogo, identificando os responsáveis.

Silva introduziu regulamentações para acelerar a contratação de bombeiros e permitir que pilotos estrangeiros voem no Brasil.

Uma força-tarefa especial agora mira o Parque Nacional do Pantanal Matogrossense, onde os incêndios aumentaram. Silva pretende reforçar os recursos lá.

A batalha do Brasil contra os incêndios no Pantanal – Marina Silva. (Foto reprodução da Internet)

André de Lima, secretário de planejamento, se esforça para reduzir o impacto do fogo em 30 dias, visando abaixo dos 3,6 milhões de hectares queimados em 2020. Apesar de um começo desafiador em junho, ele está otimista sobre a reversão da tendência.

Órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e o Instituto Chico Mendes apoiam esses esforços, juntamente com bombeiros militares e estaduais.

O recente Projeto de Lei de Gestão de Incêndios apoia essa luta, agora aguardando promulgação federal.

O Pantanal, uma área úmida vital que abrange o Brasil, a Bolívia e o Paraguai, desempenha um papel fundamental na regulação do clima regional e do ciclo da água. Sua rica biodiversidade inclui inúmeras espécies ameaçadas de extinção.

Após a declaração de emergência em junho devido a incêndios graves que danificaram 764.800 hectares, o governo continua comprometido em preservar este ecossistema crucial.

Amazonas

No primeiro semestre de 2024, a Amazônia brasileira registrou 13.489 incêndios, um aumento de 61% em relação ao ano anterior.

Este aumento marca o maior número de incêndios em duas décadas. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostram que foi o terceiro pior semestre para incêndios desde que os registros começaram em 1998.

Somente 2003, com 17.143 incêndios, e 2004, com 17.340 incêndios, registraram números maiores. Os primeiros seis meses de 2024 na Amazônia registraram mais incêndios em comparação aos 8.344 do mesmo período do ano passado.

Apesar desse aumento de incêndios, o desmatamento na Amazônia caiu 42%. No primeiro semestre de 2024, 1.525 quilômetros quadrados de floresta tropical foram desmatados, em comparação ao mesmo período de 2023.

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