A Auren Energia, controlada pela Votorantim e pela canadense CCP Investments, adquiriu a AES Brasil após dois meses de negociações.

Esta aquisição torna a Auren a terceira maior geradora de energia do Brasil, com capacidade de 8,8 gigawatts (GW). Também solidifica Auren como o principal comercializador de energia.

A empresa combinada terá receita líquida de R$ 9,6 bilhões (US$ 1,86 bilhão), um aumento de 55% em relação ao lucro anterior da Auren.

O EBITDA ajustado passará de R$ 1,8 bilhão (US$ 349 milhões) para R$ 3,5 bilhões (US$ 680 milhões).

Os acionistas da AES Brasil têm três opções: converter ações em ações da empresa combinada, converter ações em dinheiro ou escolher uma opção intermediária.

A relação de troca é de 0,762 ações da AES Brasil para cada ação da Auren.

A AES Corp. detém 47,3% do capital da AES Brasil por meio de duas participações. O BNDESPar detém 7% e Luiz Barsi Filho detém 5%.

Os restantes 40,7% das ações são negociadas publicamente. A AES Brasil, originalmente AES Tietê, foi criada em 1999 e está listada no Novo Mercado da B3.

A aquisição adiciona um portfólio de ativos com capacidade de 5,2 GW à Auren.

Aquisição da AES Brasil pela Auren remodela o mercado de energia. (Foto reprodução na Internet)

Esses ativos incluem 12 hidrelétricas em São Paulo (2,66 GW), nove parques eólicos no Nordeste (2,2 GW) e dois complexos solares em São Paulo (328 MW).

Auren possui um pipeline de 4 GW em projetos eólicos e solares.

A fusão cria sinergias significativas, estimadas em R$ 1,2 bilhão (US$ 232 milhões), por meio da otimização de processos e redução de despesas administrativas.

Aquisição da AES Brasil pela Auren remodela o mercado de energia

Desde a sua criação em março de 2022, a Auren avaliou muitas oportunidades de crescimento através de fusões e aquisições.

Nenhum correspondeu ao alinhamento estratégico e ao potencial transformacional da AES Brasil, segundo Fabio Zanfelice, CEO da Auren.

O negócio, sujeito a aprovação, deverá ser fechado no segundo semestre de 2024.

Esta venda ajuda a AES Brasil a administrar sua dívida de R$ 9,25 bilhões (US$ 1,8 bilhão), resultando em um índice de alavancagem de 5,5 vezes o EBITDA ajustado.

Para a AES Corp., a transação elimina quase US$ 2 bilhões em dívidas de seu balanço global.

Notavelmente, a dívida da AES Brasil resultou de seu plano de investimento acelerado desde 2017, financiado principalmente por meio de emissões de debêntures.

A AES Brasil possui 25 ativos de energia totalizando 5,2 GW. Em 2023, reportou R$ 3,4 bilhões (US$ 660 milhões) em receita líquida e R$ 1,7 bilhão (US$ 330 milhões) em EBITDA.

Auren vende 4,1 GW de energia no mercado, mais de 5% do consumo total do Brasil.

A aquisição fornece à Auren um mix diversificado de fontes de energia renováveis: 54% hidrelétrica, 36% eólica e 10% solar.

No entanto, nem a AES Brasil nem Auren comentaram o negócio, que foi concluído na noite de quarta-feira, após três dias de intensas negociações.

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