John Peter Rodgerson, CEO da Azul (AZUL4), enfatiza a consolidação como essencial para enfrentar os desafios enfrentados pelas companhias aéreas latino-americanas.

Ele explicou em entrevista à Bloomberg que a fusão de operações pode reduzir os custos de capital e melhorar o atendimento ao cliente.

O CEO não comentou as atividades atuais de fusões e aquisições. Relatórios sugerem que a Azul está explorando uma fusão com a Gol, com negociações em andamento envolvendo o acionista controlador da Gol.

Desde a pandemia, as companhias aéreas latino-americanas têm enfrentado dificuldades significativas devido ao apoio mínimo do governo.

Em 2020, Avianca Holdings SA, Latam Airlines Group SA e Grupo Aeromexico SAB entraram com pedido de falência.

No final de janeiro, a companhia aérea brasileira Gol buscou proteção aos credores após inúmeras trocas de dívidas.

Rodgerson se reuniu com o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, para discutir um plano que utiliza recursos públicos como garantia para empréstimos, proporcionando alívio financeiro às companhias aéreas.

O governo compreende a necessidade de alívio da dívida e está a trabalhar activamente numa solução que se espera dentro de alguns meses.

Azul planeja fusões para reviver companhias aéreas da América Latina. (Foto reprodução na Internet)

O CEO destacou que custos de capital mais baixos para crédito permitiriam tarifas mais baratas e a compra de mais aeronaves. Essas questões são cruciais nas discussões com o governo brasileiro.

Apesar dos desafios, Rodgerson reafirmou a previsão de EBITDA da Azul para o ano. As companhias aéreas brasileiras enfrentam obstáculos como a desvalorização cambial, o aumento dos custos dos combustíveis e as inundações devastadoras no sul do Brasil.

Desafios e perspectivas financeiras da Azul

O estado do Rio Grande do Sul, que responde por cerca de 8% da malha da Azul, está com dois terços de suas operações offline devido às fortes chuvas.

Essas chuvas causaram pelo menos 140 mortes. O aeroporto de Porto Alegre continua submerso, sem data de reabertura definida.

O lucro da Azul antes de determinados itens deverá atingir aproximadamente R$ 6,5 bilhões (US$ 1,3 bilhão) em 2024, um aumento de 25% em relação ao ano passado.

A dívida líquida da empresa deverá diminuir para cerca de três vezes o EBITDA, dos atuais 3,7 vezes nos últimos 12 meses.

A Azul planeja pagar em dinheiro um título de US$ 68 milhões com vencimento no quarto trimestre.

Rodgerson observou que a companhia aérea tem o dobro do tamanho que tinha antes da pandemia em termos de receita. Embora a Azul tenha mais dívidas, é hoje uma companhia aérea muito maior.

Este foco estratégico na consolidação e na estabilidade financeira ressalta os esforços da Azul para navegar no complexo cenário da indústria de aviação latino-americana.

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