De norte a sul e de leste a oeste, o Brasil produz enormes quantidades de alimentos, tanto para consumo interno como para exportação. Nas cidades, esses produtos são abundantes em supermercados, quitandas e feiras semanais, sendo que estas últimas fazem parte integrante da cultura nutricional do Brasil e dos ambientes alimentares de suas cidades. Mas um estudo recente da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) mostra que, para os mais de 15 milhões de brasileiros que vivem em favelas e comunidades urbanas semelhantes, estes alimentos frescos e saudáveis ​​são mais difíceis de encontrar – e muitas vezes são proibitivamente caros.

O estudo envolveu perguntar aos moradores das favelas brasileiras sobre seus “ambientes alimentares”, um conceito que abrange todas as formas de nutrição disponíveis para as pessoas nas áreas onde vivem, trabalham e estudam. Os resultados mostraram esmagadoramente que os participantes lutaram para ter acesso a alimentos saudáveis ​​a preços acessíveis.

Os participantes foram divididos em grupos focais online e fizeram uma série de perguntas sobre seus hábitos nutricionais e a disponibilidade de alimentos no local onde moram. Ph.D. estudante de saúde pública e porta-voz do estudo, Luana Lara Rocha diz que o modelo de pesquisa permitiu convidar pessoas de favelas de diferentes partes do Brasil para dar suas perspectivas.

“E houve um benefício adicional, porque os participantes puderam interagir e partilhar experiências entre si. As favelas no Brasil não são todas iguais, cada uma tem seu contexto, especificidades e história, então unir essas pessoas torna o diálogo muito mais rico”, conta. O Relatório Brasileiro.

Quatro quintos dos entrevistados eram mulheres e 60% residiam em favelas no Sudeste do Brasil, a região mais populosa do…

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