Nos primeiros cinco meses de 2024, a adesão de empresas brasileiras ao mercado desregulamentado de energia superou o total do ano passado.

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) registrou 8.923 novos cancelamentos de registros até maio, um aumento de 21% em relação a 2023.

A CCEE reservou US$ 7,3 milhões para abrir o mercado. Estes fundos melhoraram as regras de negociação a retalho e reforçaram o sistema e as capacidades de pessoal.

Um aumento nas migrações marcou o início de 2024. As regras revistas permitem agora que todos os consumidores de média e alta tensão escolham os seus fornecedores.

Isto aumenta a eficiência de custos para pequenas empresas na indústria transformadora e nos serviços.

Desregulamentação histórica: o mercado de energia do Brasil se abre como nunca antes. (Foto reprodução na Internet)

Uma mudança significativa ocorreu em setembro de 2022, quando o Ministério de Minas e Energia removeu barreiras de entrada para consumidores de alta tensão.

Anteriormente, apenas empresas com uma procura de energia de pelo menos 500 quilowatts podiam entrar no mercado.

O mercado desregulamentado, em funcionamento desde 1998, destinava-se inicialmente a grandes consumidores que necessitavam de mais de 10.000 kWh.

Enfrentou numerosos desafios jurídicos e de pagamento, o que levou à formação da CCEE para supervisionar contratos e pagamentos.

Expansão do Mercado Atacadista-Varejo no Setor Energético

A expansão para todos os usuários de alta e média tensão ampliou o mercado, atraindo inúmeras empresas comerciais.

Estas empresas têm como alvo clientes “grossistas-retalhistas”, oferecendo poupanças de até 30% nas contas de electricidade.

Dados da CCEE mostram que cerca de 21 mil consumidores pretendem mudar até 2024, com mais 679 cadastros para 2025.

No final de 2023, o Ambiente de Livre Negociação (ACL) havia crescido de 38.000 para 47.058 unidades.

Cesar Pereira, da CCEE, observou que os processos existentes para o comércio em grande escala estavam a tornar-se demasiado complexos para os pequenos intervenientes.

Consequentemente, no ano passado, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) simplificou o processo de negociação no varejo.

Esta reforma simplificou os requisitos de dados para registo de consumidores e monitorização da utilização.

Estas mudanças visam abrir o mercado aos consumidores de baixa tensão até ao final da década. Com as atualizações tecnológicas contínuas, os novos sistemas deverão estar operacionais até 2025.

Este projeto avança independentemente das próximas decisões da ANEEL, que moldarão o futuro do mercado até o início de 2025.

By admin

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *