Na Venezuela, dez prefeitos eleitos foram afastados do cargo por 15 anos, uma decisão do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) na quinta-feira.

Esta desqualificação seguiu-se ao endosso dos prefeitos a Edmundo González Urrutia, o candidato de consenso da oposição. Os prefeitos afetados incluem:

Heriberto Tapia, José Carrillo, Dilcia Rojas, Keiver Peña, Servando Godoy, Wilmer Delgado, Yohanthi Domínguez, Francisco Aguilar, Iraima Vásquez e José María Fermín.

Eles são do estado de Trujillo, no sudoeste dos Andes, e da Ilha Margarita, no estado de Nueva Esparta. Todos pertencem a partidos que se opõem à ideologia dominante do chavismo.

O website da CNE afirma que cada presidente da Câmara está proibido de exercer cargos públicos ao abrigo dos actuais regulamentos constitucionais.

Heriberto Tapia, prefeito de Motatán, expressou frustração nas redes sociais, criticando a decisão abrupta.

Dez prefeitos venezuelanos desqualificados após apoiarem candidato da oposição – Tarek William Saab. (Foto reprodução na Internet)

Entretanto, Tarek William Saab, Procurador-Geral do regime chavista, confirmou a detenção de cinco activistas da oposição ligados aos partidos Vente Venezuela e Vontade Popular.

Essas prisões ocorreram entre o fim de semana e segunda-feira. Alguns detidos estão agora na Cadeia El Helicoide, em Caracas, acusados ​​de “incitamento ao ódio”.

Saab mencionou um protesto da oposição em Maiquetía, perto do Aeroporto Internacional Simón Bolívar, no estado de Vargas.

Ele descreveu como os manifestantes entraram à força num posto da Guarda Nacional, gritando por liberdade.

Saab afirmou que esta foi uma tentativa de prejudicar militares e incutir medo na população local.

Enfatizou que a Venezuela não tolerará crimes de ódio, que são crimes cometidos com preconceitos contra raça, nacionalidade, orientação sexual, género ou crença religiosa.

Dez prefeitos venezuelanos desqualificados após apoiarem candidato da oposição

As desqualificações políticas são comuns na Venezuela, visando líderes da oposição com proibições de concorrer a cargos públicos.

Casos de destaque incluem, nomeadamente, María Corina Machado, que venceu as primárias, mas não pôde assumir a sua candidatura presidencial devido a restrições.

As proibições recentes visaram Carlos Ocariz, o líder nacional do Justice First, juntamente com o deputado Tomás Guanipa, Elías Sayegh, prefeito de El Hatillo, e José Fernández, ex-prefeito de Los Salias.

González Urrutia condenou as desqualificações e apoiou os líderes perseguidos, afirmando que a crescente perseguição confirma o desejo de mudança da Venezuela.

María Corina Machado também emitiu um comunicado alertando que quem se opuser a este movimento será desqualificado pelo povo.

Uma grande divisão se forma quando a oposição rejeita um pacto que obriga os candidatos a aceitarem os resultados das eleições presidenciais de 28 de julho.

Esta decisão sublinha a crescente tensão entre a oposição e a administração do presidente Nicolás Maduro.

O presidente Maduro conseguiu o acordo de sete candidatos menos conhecidos na última quinta-feira.

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