(Análise) A valorização do dólar americano teve impacto na economia global, fazendo com que os bancos centrais, de Tóquio a Istambul, defendessem as suas moedas.

Esta resistência ocorre num momento em que a robusta economia dos EUA sustenta o dólar, diminuindo as esperanças de cortes nas taxas de juro dos EUA.

Apesar das previsões do seu declínio, o dólar fortaleceu-se face à maioria das principais moedas este ano.

Isto levou a intervenções de países como o Japão, com o objectivo de reforçar o iene, e a Turquia, que aumentou as taxas de juro para elevar a lira.

A China e a Indonésia também estão a tomar medidas para apoiar as suas moedas, reflectindo a preocupação generalizada com a recuperação do dólar.

A situação reflecte as dificuldades cambiais de 2022, onde países como a Suíça e o Canadá lutaram contra a inflação e taxas de câmbio fracas.

Dólar desafia previsões de recessão e sobe em relação às moedas globais. (Foto reprodução na Internet)

As economias emergentes sentem a pressão, com nações como o Sri Lanka a enfrentar graves crises financeiras.

Os países carregados de dívida externa, incluindo as Maldivas e a Bolívia, encontram-se em risco particular se a subida do dólar continuar.

Os bancos centrais de todo o mundo estão a concluir os seus ciclos de restritividade, mas a subida do dólar coloca desafios contínuos.

Dados económicos recentes dos EUA – que destacam um mercado de trabalho forte e o optimismo dos consumidores – levaram os investidores a reduzir as expectativas de cortes nas taxas da Reserva Federal.

Esta mudança fez com que o índice do dólar subisse, impactando as moedas em todo o mundo.

A força duradoura do dólar sublinha um período de “puro excepcionalismo americano”, com a moeda a superar os seus pares.

Os bancos centrais estão adotando estratégias defensivas

Os bancos centrais a nível mundial estão a adoptar estratégias defensivas, desde os avisos do Japão sobre medidas ousadas de valorização do iene até às intervenções no mercado da Indonésia.

A depreciação da moeda aumenta o custo das importações, alimentando a inflação e potencialmente desencadeando a fuga de capitais, prejudicando o crescimento interno.

Embora as intervenções do banco central possam oferecer um alívio temporário, a tendência duradoura da força do dólar reflecte a dinâmica complexa das políticas económicas globais e das expectativas do mercado.

Este cenário destaca o papel fundamental do dólar no sistema financeiro global e o intrincado equilíbrio que os bancos centrais devem navegar em resposta.

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