Estão sendo encaminhadas 32 toneladas de alimentos para os animais e 15 mil doses de vacina

Um dos membros do grupo carregando ração para abastecer o caminhão, que irá para o Rio Grande do Sul (Foto: Henrique Kawaminami)

O grupo Força-Tarefa de Resgate Técnico de Animais de Mato Grosso do Sul saiu rumo ao Rio Grande do Sul, na manhã desta quarta-feira (15). Foram encaminhadas 20 pessoas levando 32 toneladas de alimentos e 15 mil doses de vacinas antirrábicas para os bichos que foram prejudicados pelas enchentes.

O grupo foi criado pela Suprova (Superintendência de Política Integrada de Proteção da Vida Animal), vinculada à Setesc (Secretaria Estadual de Turismo, Esporte e Cultura), e partiu de um pedido feito pelo Departamento de Defesa e Proteção da Vida Animal, que faz parte do Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas.

Os alimentos serão entregues em Porto Alegre e, a partir de lá, serão enviados aos abrigos de outras cidades que serão designadas.

A previsão é que a força-tarefa atue no estado gaúcho por sete dias. Depois, uma outra equipe será enviada também acompanhada de mais um caminhão carregado de alimentos.

“Hoje são duas ações muito importantes que estão esperando, que é a disponibilização de insumos tanto medicamentos como ração para cães e gatos de todos os portes, mas também a força-tarefa de médicos veterinários e biólogos para atuar tanto no resgate de animais como no atendimento emergencial”, explicou o secretário da Setesc, Marcelo Miranda.

Ônibus e caminhão pertencentes à Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (Foto: Henrique Kawaminami)
Ônibus e caminhão pertencentes à Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (Foto: Henrique Kawaminami)

Dentre as pessoas envolvidas, 17 vão trabalhar no resgate técnico e três são voluntários, que vão dar suporte para cozinhar e organizar a logística.

A médica veterinária, Giselly Bandeira, faz parte do Grupo de Resgate Técnico de Animais em Situação de Desastre, que foi criado em 2021 para atuar no resgate de animais em meio como queimados do Pantanal.

“Nós vamos para resgatar os animais, acolher e dar um pronto atendimento, depois disso vão para abrigos, onde os animais são direcionados para o especificamente que eles encontraram”, disse.

Emília Aparecida Diniz é uma das três voluntárias. Tudo começou quando ela e um grupo de amigos começaram a arrecadação de roupas e alimentos, mas depois perceberam que focariam em água e ração.

Com isso, eles já estavam planejando ir até o Rio Grande do Sul, de carro, por conta própria, mas acabaram surgindo uma parceria com o Setesc.

“Decidi participar como voluntário porque morei por 7 anos em Florianópolis e fui com bastante frequência ao Rio Grande do sul. A gente precisa estar contribuindo de alguma forma”, pontual.

Doações – Os postos de coleta são todas as lojas do Maranata Pet Shop, do Dog in Box, na própria Superintendência de Política Integrada de Proteção da Vida Animal, que fica Memorial da Cultura e da Cidadania, na portaria da UCDB (Universidade Católica Dom Bosco), e também no Bioparque Pantanal.

O superintendente da Suprova, Carlos Eduardo Rodrigues, pede ajuda à população. “Eu quero pedir para que a população continue nos ajudando, fazendo as rações nos pontos de coleta”, finalizou.

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