Em junho de 2024, o México experimentou um aumento inesperado na inflação, impulsionado principalmente pelo aumento dos preços de frutas e vegetais.

Esse aumento fez a inflação saltar 0,38% em relação a maio, elevando a taxa de inflação anual para 4,98%, segundo o Instituto Nacional de Estatística e Geografia (Inegi).

Em comparação, a taxa foi de 5,06% em junho de 2023. Esse pico apagou um ano de progresso na estabilização de preços. Analistas previram uma taxa de inflação anual de 4,87%, de acordo com uma pesquisa da Bloomberg.

A discrepância ressalta a natureza volátil da inflação, que é influenciada por vários fatores econômicos e de mercado.

Após as recentes eleições no México, os mercados financeiros monitoraram de perto os dados de inflação de junho.

Inflação do México atinge 4,98% em junho, superando expectativas. (Foto reprodução da Internet)

As flutuações cambiais pós-eleitorais, resultantes da vitória do Morena no Congresso e da candidatura presidencial de Claudia Sheinbaum, aumentaram a incerteza.

Analistas se concentraram na inflação subjacente e em seu componente de mercadorias, antecipando impactos da depreciação do peso em relação ao dólar.

A inflação subjacente, uma métrica fundamental para a política monetária do Banco do México, na verdade desacelerou.

Aumentou 0,22% mensalmente, atingindo 4,13% anualmente, pouco abaixo dos 4,14% previstos pelos analistas da Bloomberg e abaixo dos 4,21% de maio.

Aumento da inflação não essencial impulsionado pelos preços dos alimentos

Apesar disso, a inflação não essencial, impulsionada por itens voláteis como alimentos, disparou. A inflação não essencial aumentou 0,87% mensalmente e 7,67% anualmente, marcando a maior taxa desde outubro de 2022.

Dentro desta categoria, frutas e vegetais tiveram aumentos significativos de preços. Mensalmente, esses itens aumentaram 3,27%, com um aumento anual de 19,73%.

Seis dos dez produtos que mais impactaram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) foram agrícolas.

O chuchu liderou com um aumento de preço mensal de 128,58%, seguido pelas laranjas com 31,37%, abacates com 17,65%, alface e repolho com 21,87% e bananas com 13,98%.

Por outro lado, os preços de tomates, pimentões serrano, ovos, uvas, pimentas frescas, limões, pimentões poblano e açúcar diminuíram em relação ao mês anterior.

Esse aumento da inflação é importante porque afeta os orçamentos familiares, o poder de compra e a estabilidade econômica geral.

Monitorar essas tendências ajuda formuladores de políticas e consumidores a navegar no cenário econômico.

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