O Brasil ultrapassou nesta quarta-feira a marca de 1.000 mortes por dengue em 2024, número próximo ao recorde histórico do ano passado.

O painel online do Ministério da Saúde que monitora a emergência da dengue registrou 1.020 mortes até esta tarde, ante 1.094 mortes em todo o ano de 2023. Outras 1.531 mortes estavam em investigação.

O Brasil já registrou mais de 2,6 milhões de infecções prováveis, tornando o surto de 2024 o pior já registrado em qualquer ano civil. De acordo com as estimativas do governo, o pior cenário que parece cada vez mais próximo de se materializar poderá fazer com que o número ultrapasse a marca dos 4,2 milhões. Isso seria próximo do total de 2023 para todas as Américas, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde.

Os surtos de dengue são ocorrências regulares durante o verão. Mas, segundo a ministra da Saúde, Nísia Trindade, “o calor recorde no país e as chuvas acima da média desde o ano passado, antes mesmo do verão, aumentaram o número de criadouros do mosquito no Brasil, mesmo em regiões que tiveram poucos casos de a doença.”

Em fevereiro, o Brasil iniciou uma campanha de vacinação contra a dengue, tornando-se o primeiro país do mundo a fazê-lo. As autoridades têm lutado com o baixo número de doses vendidas pela empresa farmacêutica Takeda, bem como com a baixa procura pela vacina. Por enquanto, a vacina é oferecida apenas a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, grande alvo do discurso antivacina da extrema direita.

Na terça-feira, funcionários do Ministério da Saúde disseram em entrevista coletiva que os novos casos de dengue estão estáveis ​​ou em declínio em 20 dos 27 estados do Brasil, um desenvolvimento esperado no final do verão.

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