O Banco Central do Brasil enfrenta uma pressão crescente para ajustar a taxa Selic para cima, uma vez que os economistas apontam para projeções insuficientes da taxa atual para cumprir a meta de inflação.

Previsões recentes sugerem que uma taxa de 9% até ao final do ano e de 8,5% no próximo ano poderá não conduzir a inflação de volta ao objectivo de 3%.

Seguindo o Relatório Trimestral de Inflação, que previu uma inflação de fechamento de 3,5% no ano, fica claro que a trajetória da taxa Selic da pesquisa Focus não atingirá a meta de inflação.

Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central, observou à mídia local que o mercado já está reavaliando, considerando improvável uma taxa Selic terminal de 9%.

Apesar das garantias do Comitê de Política Monetária (Copom), o preço de mercado da taxa Selic é de aproximadamente 9,75%, divergindo dos números do boletim Focus.

Isto indica uma mudança no sentido de esperar taxas mais elevadas para combater eficazmente a inflação. Os economistas antecipam os ajustes necessários, prevendo alta nas medianas da taxa Selic.

Com as previsões de inflação a permanecerem acima da meta, considera-se necessária uma taxa de juro real superior ao neutro, empurrando a taxa terminal esperada para além de 8,5%.

O dilema da taxa de juros no Brasil em meio a preocupações com a inflação. (Foto reprodução na Internet)

Schwartsman prevê uma taxa de 9,25% até o final do ciclo.

O economista-chefe Luís Otávio de Souza Leal sugere um potencial aumento mediano da taxa Selic no final do ano para 9,25%.

Os relatórios do Banco Central sugerem que são necessárias taxas entre 9,5% e 9,75% para o alinhamento da inflação com a meta.

Solange Srour, Diretora de Macroeconomia do UBS para o Brasil, não prevê mudanças imediatas na mediana do Focus.

Os economistas aguardam mais dados sobre a inflação subjacente para avaliar o impacto do mercado de trabalho sobre os preços.

O futuro da taxa Selic depende de novos dados e das ações do Federal Reserve, destacando o equilíbrio do Banco Central do Brasil.

Itaú se tornou agressivo já em março

Em março, o Itaú, maior banco da América Latina, já disse que esperava um cenário de inflação mais difícil e uma taxa Selic mais alta até o final do ano.

Especialistas, incluindo Rodolfo Margato da XP e Luca Mercadante da Rio Bravo, destacaram à mídia local as crescentes incertezas e a possibilidade de taxas mais altas.

Apontaram o desafiante cenário económico mundial e a persistente inflação interna como factores-chave que sustentam esta postura cautelosa.

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