O Brasil perdeu 36% menos floresta primária em 2023 do que em 2022, de acordo com novos dados do laboratório Global Land Analysis and Discovery (GLAD) da Universidade de Maryland, publicados na quinta-feira.

O declínio significou que no ano passado o Brasil atingiu o nível mais baixo de perda de floresta primária desde 2015.

A Amazônia sofreu o maior declínio, com 39% menos perda de floresta primária em 2023 do que no ano anterior.

De acordo com o World Resources Institute (WRI), que publicou os dados, “isto é amplamente consistente com os números oficiais do governo, que constatou uma diminuição de 22 por cento no desmatamento da Amazônia” no período de agosto de 2022 a julho de 2023.

Por outro lado, os biomas Cerrado e Pantanal registraram um aumento na perda florestal em 2023. A savana do Cerrado é o epicentro da produção agrícola do Brasil.

A redução na perda de florestas amazônicas, acrescenta o WRI, coincide com a transição da liderança governamental do ex-presidente Jair Bolsonaro para a atual administração de Luiz Inácio Lula da Silva.

João Paulo Capobianco, vice-ministro do Meio Ambiente do Brasil, disse no ano passado que o governo Lula é responsável pela redução do desmatamento, pois aumentou o número e a agressividade das operações do órgão ambiental federal Ibama.

Isso inclui a destruição de barcos, aeronaves e máquinas usadas por garimpeiros selvagens e criadores de gado ilegais, que foi interrompida durante o governo Bolsonaro. Um artigo publicado na Nature, liderado pela cientista brasileira Luciana Gatti, mostrou que o aumento das emissões de carbono na Amazônia na primeira metade do mandato de Bolsonaro em 2019-2020 se deveu principalmente a um declínio na aplicação da lei.

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