Lar da maior floresta tropical do mundo, de uma matriz energética rica em energias renováveis ​​e de um corpo diplomático ambicioso, o Brasil conseguiu estar na vanguarda das negociações internacionais e das previsões científicas sobre as alterações climáticas na primeira metade da década de 2010.

Contudo, a tragédia das enchentes no Rio Grande do Sul e outros desastres recentes em diversos estados mostram que as cidades brasileiras — historicamente “abençoadas” por não sofrerem com fenômenos como terremotos e furacões — chegaram à presente década completamente despreparadas para lidar com condições climáticas extremas. eventos.

Um Plano Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas, publicado em 2016, não se concretizou no meio da turbulência política que marcou o país no seu rescaldo – incluindo o governo de Jair Bolsonaro, de extrema-direita, que nega as alterações climáticas.

Segundo pesquisa do jornal O Globo, apenas 11 das 27 capitais brasileiras, incluindo Brasília, possuem planos de adaptação às mudanças climáticas em vigor. A capital gaúcha, Porto Alegre, que atualmente tem partes submersas, não está entre elas.

Segundo ranking global elaborado pela Universidade de Notre Dame, nos EUA, o Brasil ocupa a 86ª posição no que diz respeito ao seu potencial de resistência e adaptação aos efeitos das mudanças climáticas. A avaliação tem em conta tanto a vulnerabilidade das infra-estruturas e dos serviços básicos como a capacidade de resposta rápida a fenómenos meteorológicos extremos, como inundações ou secas.

Apesar da aparente contradição entre o pioneirismo internacional e o atraso interno nas medidas de adaptação, essa discrepância é resultado de problemas estruturais bem conhecidos no Brasil, incluindo a falta de acesso à terra e à moradia digna, além de reais…

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