Situação gera atraso no registro de ocorrências e prejuízo no trabalho de policiais civis em até duas horas

Página inicial do sistema SIGO onde as ocorrências são registradas (Foto: Henrique Kawaminami)

O Sinpol MS (Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul) protocolou um ofício na Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública), solicitando que fosse resolvido de maneira urgente a “lentidão extrema” do sistema SIGO. A ferramenta registra boletins de ocorrência on-line em Mato Grosso do Sul. Segundo o Sindicato, o processo levou até duas horas para realizar o cadastro da ocorrência.

Além de gerar filas de registros e insatisfação da população que não consegue acesso, a demora excessiva também impacta diretamente a rotina dos policiais civis. ”Isso alerta o Sindicato, pois pode contribuir para subnotificação de crimes, gerando prejuízos à segurança do Estado como um todo”.

No Cepol (Centro Especializado de Polícia Integrada), localizado no Bairro Tiradentes, os registros foram anotados à mão nesta segunda-feira (1). A assessoria de imprensa da Polícia Civil confirmou a instabilidade no sistema e que os responsáveis ​​já estão tentando restabelecer os serviços.

Ela alegou que a Superintendência de Tecnologia da Informação/STI em ação conjunta com a COMPNET, responsável pelo sistema, está realizando ações de monitoramento da aplicação e manutenção na infraestrutura de hospedagem do SIGO, e buscando soluções para o problema.

Na terça-feira (2) uma ferramenta contínua e assustadora. O problema gerou fila para registro de ocorrências. Várias pessoas que aguardavam na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), em Campo Grande, perderam a manhã esperando o serviço voltar.

“Me falaram que estão terríveis. Eu sabia que demoraria, porque aqui está sempre cheio, mas não imaginava que fosse tanto. Já vi que vou perder a manhã, mas preciso fazer o BO”, disse um homem de 32 anos, que não Quis ter a identidade revelada.Ele não estava no local porque teve o celular roubado.

Outro problema – Segundo o Sinpol, além do SIGO, o próprio sistema interno da polícia civil, o E-MS, também apresenta o mesmo problema. O presidente do sindicato, Alexandre Barbosa, ressaltou que a situação é insustentável.

“Dificultando o trabalho dos policiais civis na delegacia e muitas vezes a população tem a percepção errada de que o policial que não quer fazer o registro. São quase duas horas para fazer um registro e isso é um absurdo”. O cargo é dirigido ao secretário de Segurança Pública, Antônio Carlos Videira.

A reportagem entrou em contato com um dos responsáveis ​​pelo sistema, mas até o momento não obteve retorno.

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