Nos primeiros cinco meses de 2024, o mercado de ações brasileiro teve o pior desempenho entre todas as nações do G20.

No final de maio, registou uma queda de 15,3% em termos de dólares. Em contrapartida, o S&P 500 subiu 11,3%.

Vários factores, tanto globais como nacionais, causaram este declínio. Os EUA atrasaram os cortes nas taxas de juros, enquanto a taxa Selic do Brasil continuou a cair.

Isso reduziu a atratividade das ações brasileiras para investidores estrangeiros.

Como resultado, houve uma saída líquida de R$ 33 (US$ 6,3) bilhões de investidores estrangeiros na bolsa de valores brasileira, B3.

No âmbito interno, o fim antecipado da redução da taxa Selic, apesar de elevado, tornou os investimentos em renda fixa mais atraentes do que em ações.

Slide das ações do Brasil em 2024: um olhar mais atento sobre o desempenho inferior do G20. (Foto reprodução na Internet)

As preocupações fiscais também cresceram, especialmente em maio, com alterações na meta de superávit fiscal minando a confiança nas finanças públicas do Brasil.

Questões específicas também impactaram o mercado. As preocupações com novas intervenções na Petrobras seguiram-se a uma mudança de liderança.

Além disso, uma queda de quase 20% nas ações da Vale devido aos desafios na China atingiu duramente o índice Ibovespa.

Olhando para o futuro, existem alguns sinais positivos. O governo brasileiro está se envolvendo mais com o Congresso e os cortes nas taxas de juros nos EUA poderão começar em breve.

Além disso, a China apresenta sinais de recuperação, apoiada por estímulos significativos no seu mercado imobiliário.

Slide das ações do Brasil em 2024: um olhar mais atento sobre o desempenho inferior do G20

Esta situação realça a importância da diversificação nas carteiras de investimento.

Distribuir os investimentos por vários setores, tipos de ativos e geografias pode proteger contra impactos negativos como os observados no mercado brasileiro.

Também oferece oportunidades de crescimento em meio à volatilidade do mercado.

Os investidores que diversificaram as suas carteiras com participações em moeda estrangeira no início do ano provavelmente registaram melhores resultados.

Assim, considerar a diversificação monetária como uma estratégia permanente, em vez de uma medida temporária, pode ser a abordagem mais prudente.

Esta estratégia pode proporcionar resiliência e estabilidade num ambiente de mercado imprevisível, garantindo melhores resultados a longo prazo.

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