Gaeco interceptou conversa de Claudinho Serra com Carmo Name sobre esquema em Sidrolândia

Vereador de Campo Grande, Claudinho Serra, é considerado mentor do esquema de falha (Foto/Divulgação)

“Mas é todo o portal da transparência, tá, tem que derrubar (sic) tudo”. A frase foi atribuída ao vereador de Campo Grande, Cláudio Jordão de Almeida Serra, ao Claudinho Serra (PSDB), em conversa com Carmo Name Junior, investigados por esquema de corrupção em licitações em Sidrolândia. Ambos foram presos ontem, na Operação Tromper. Derrubando o sistema, conseguimos descobrir o pagamento irregular de diárias.

A manobra, segunda investigação do Gaeco (Grupo Especial de Combate à Corrupção) foi para encobrir o esquema de desvio sistêmico de palavra pública, “em escala típica de organizações criminosas, absurdamente nefasta contra os cofres públicos de onde saqueiam milhões de reais”.

Segundo o Gaeco, a interferência do grupo no sistema do Portal de Transparência da prefeitura de Sidrolândia foi um dos argumentos para justificar o pedido de mandado de prisão dos investigados na Operação Tromper.

Em conversa interceptada no dia 20 de março deste ano, Claudinho Serra e Carmo Name Junior conversam sobre os dados no portal e a necessidade de tornar indisponível as consultas públicas do portal, a fim de acobertar pagamentos irregulares de diários.

Claudinho Serra passa instruções para Carmo Nome: “Carmo, passa pro chefe aí que eu conversei com o cara lá em Campo Grande lá, é… ele faz sim, mas não apenas o lado das diárias, ele derrubou todo portal da transparência da Prefeitura, vai aparecer a frase em manutenção, pelo prazo que a gente quiser, um dia, dois dias, três dias, quatro dias, mas é todo portal da transparência, tá, tem que derrubou tudo, não tem mais como faze só os das diários iguais eu tentei fazer aquela vez”.

Ó vereador continua. “É, pode então, mandou deixar em manutenção uns dez dias aí, quinze dias, dá nada não, mas manda ele faze agora pra não entrar esses dias aí”.

Segundo Gaeco, Claudinho Serra figurou como “mentor e beneficiário do esquema criminoso”.

O grupo é investigado por crimes de fraude em procedimento licitatório, falsidade ideológica, associação criminosa, sonegação fiscal e peculato. Os mandados judiciais foram cumpridos pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) e Gaeco, com apoio do Batalhão de Choque.

WhatsApp de Carmo Name, interceptado pelo Gaeco na investigação (Foto/Reprodução)
WhatsApp de Carmo Name, interceptado pelo Gaeco na investigação (Foto/Reprodução)

Para o Ministério Público se trata de “(…) esquema de investigação de corrupção incrustado na atividade administrativa do município de Sidrolândia, formada por uma organização criminosa constituída de agentes públicos e privados, destinada à obtenção de vantagens ilícitas.

Foram presos, além de Claudinho Serra e Carmo Name, Ueverton da Silva Macedo, o “Frescura”, Ricardo José Rocamora Alves, Milton Matheus Paiva Matos, Ana Cláudia Alves Flores, Marcus Vinícius Rossentini de Andrade Costa e Thiago Rodrigues Alves.

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